Gurdjieff (um pensador russo) disse certa vez que a três grandes amigos dos quais nunca devemos abandonar; a intuição, a inocência e a fé, se tivesse a oportunidade questionaria com ele de que forma aprisiona-los para que estes não obtenham a oportunidade de fugir ao nosso controle sem que percebamos.Ingenuidade oportuna se achar intuitivo, inocente e repleto de fé quando algo escapa de suas mãos e lhe deixa vulnerável a ponto de ter que te fazer explicar muitas de suas escolhas evasivas e territoriais.
São muitos os sonhos que abandonamos em nossas trajetórias também são muitas as escolhas que no apoderamos no decorrer do caminhos, muito deixamos passar por oportunismo e ambição também são muitos os que agregamos por humildade e compadecimento.
O que determina o que queremos e o que deixamos para trás não é nada que vem de dentro de nós, mas o que outras pessoas querem e representam para nós, seja por amor, dor ou sentidos sem sentido o fato é que sempre nos levamos pelo que o outro quer, deseja ou imagina muito mais para ele do que para nós.
Então mais uma vez estaríamos roubando? Roubando o que é de alguém por sonho, por desejo ou por amor a nós mesmos.
O fundo é sempre o mesmo, estamos criando algo para que alguém lá na frente possa desejar, o amargo deste doce está exatamente no fato de que vivemos buscando algo que outro tem e que um dia poderá aguçar o desejo de outrem.
Acabamos de encontrar nossa perversidade, aquela escondida entre nossa bondade e boas ações que não faz diferença para ninguém.
Procuro uma brecha.
(por Ivone Fonseca)
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