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domingo, 18 de julho de 2010

Longe de mim


As vezes busco uma luz muito distante aos olhos
Busco um silêncio familiar, algo que preencha muito mais que este vazio interno.
Sou tão visceral ao falar de sentimentos alheios
e tão pequenina [frágil] ao que se refere a mim.
Busco respostas.
Sinto-me só.
Abro a janela para sentir o sol, então fixo meu olhar num lugar tão distante que mal posso enxergar.
Quero estar lá [saber do futuro]
Então venha, leia minha mão ou me ensine a orar.
Não ligue para as lagrimas que escorrem em minha face.
Preciso libertar minha alma.
Precisa encontrar um abrigo [ou um sorriso].
È só um momento melancólico.
Um momento de passagem, um momento que deve passar.


[por ivone fonseca]

sábado, 12 de dezembro de 2009

Adeus tempo velho que fica para trás

Eis mais uma passagem de tempo.
Marcada por chegadas e partidas, datas, eventos coisas boas e outras não tão boas assim.
Eis o tempo que se vai como areia escorrendo por entre os dedos cada segundo ou cada grão que se vai leva o tempo que não volta mais.
Eis o tempo que daqui a algum tempo será recordado por bons ou maus momentos.. Momentos brindados com amor, esperados com antecedência de muito “tempo”, momentos de dor nunca desejados, mas que para todos chega sem piedade ou compaixão.
Tempo ingrato ou tempo exato, tempo de avaliação
De querer que tudo seja diferente de ignorar o que se foi e olhar para frente de agradecer ou só pensar que já foi.
Eis o tempo, velho tempo que não perdoa os detalhes que dá e que tira minutos (tempo).
Velho tempo que se renova a cada tempo e leva embora tudo que não nos preenche mais.
Eis então o novo tempo, menino tranqüilo cheio de sonhos e desejos jogados ao mar, tempo de reconciliação até de perdão, perdão de um tempo que ficou para trás.
(por ivone Fonseca)

domingo, 20 de setembro de 2009

Mandem seus fantasmas pra casa..

Menina me diga, quantos anos vc tem?

___6 anos.
Então ouça o que tenho pra te dizer... e lhe digo convicto fantásmas, não existem.
Não pense que ele estava mentindo
Hj ela já cresceu, e como eu, sabe, eles existem...
E estão aqui conosco o tempo inteiro,
a espera de momentos em que nos encontramos mais frágeis para nos aterrorizar, algumas vezes eles são a própria fragilidade.
Qual o seu fantasma? Lembranças ruins de um passado que teima em voltar, que não conseguiu esquecer.
Pode ser dor física ou da alma, ou ate mesmo assombração, mas essa ..essa...!? Acho que exitem.
Mas não conte pra nenhum adulto eles não entenderiam.


(por Sidney Caetano Filho)



PS. Texto produzido por meu grd amigo Sidney ( http://zeroglota.blogspot.com/) em resposta ao meu post anterior "velhas pragas" (um comentario tão intenso q virou carinhosamente um post),.


Obrigado grd amigo tb por isto.

Velhas pragas

Acordei estranha esta manhã senti que eles haviam voltado tive medo, mas logo me aquietei, não estou mais tão sozinha, mas é que as vezes acho que podem retornar e querer retomar seus espaços.
Estou morna, não sei direito o que dizer então não me olhe assim, fico confusa.
Tomei meu café ouvindo musica erudita e até esbocei uma oração, me senti incompleta, mas recordei que estaria aqui e você poderia me guiar.
Quero causar ciúmes, sair pelo transito, ser insolente, praguejar ou insone caçar vaga-lumes, rodopiar até cair, quero fazer qualquer coisa boba que possa espantá-los são só fantasmas eu sei..
Sou só mais um passageiro, vou onde quiser, falo o que quiser e mudo meus rumos.
--- Então porque temê-los se pode devolvê-los às suas covas?

Não sei.. Temo que algum dia eles consigam me levar.

(por ivone fnseca)

domingo, 31 de maio de 2009

Dias de flores

Não consigo pensar, me sinto tão frágil e desajeitada na poltrona, até as lágrimas me faltam, como gostaria de sair daqui quero um pouco de lenha.
Preciso de um colo e um olhar,
alguém que não me ignore pela manha,
preciso de um lugar um espaço para escrever
e um cálice de vinho se possível.
Não estou a venda
e nem apática só não tenho o que dizer,
quero chegar mais cedo hoje e adormecer sem precisar dos remédios, quero ouvir uma musica triste, sinto-me só
e sinto a dor das ferrugens corroendo minhas engrenagens,
sinto uma estranha quietude e tristeza no ambiente e isto me traz uma exclusiva sensação de prazer.
Acho que é porque sonhei com flores esta noite
e tive saudade,
achei então que poderia produzir algo mais afável a meus sentimentos,
mas novamente estou aqui infortunada do que dizer para agradar.
Sinto as flores murcharem no meu jardim,
sinto-me vazia e descoberta.
Sinto frio.
Será possível mudar os caminhos
que traçamos desajeitadamente em nossas infâncias não tão infantes assim?
Quero um dia novo
como uma folha de caderno em branco,
quero lápis para colorir,
quero dias de flores.
(por ivone fonseca)


terça-feira, 12 de maio de 2009

Além florianopolis...


Entre um lugar e outro, entre pessoas e relações, entre conhecer e só participar, está o ímpeto interesse de transportar.
Transportar o que e bonito a vista de alguém, o q se tem d melhor para outros corações o q é de interesse comum a milhares q não o alcançam... e foi assim q um dia ela saiu de casa em busca de ares mais leves, conheceu um tipo de lugar q só habitava seus sonhos, embora longínquo levou na bagagem seres ilustres dos quais reconhecia em cada nova paisagem.
Desceu o morro das pedras em direção a um mundo novo onde em forma de dunas se transfigurava a cada passagem do vento para ilustrar de forma diferente os sonhos de cada estrangeiro caminhante naquelas terras, conheceu uma tal de Joaquina que elegante e altiva fez questão de te recepcionar.
De olhos fixos no continente deu voltas na lagoa e caminhando entre trilhas de pedra se reconciliando consigo mesma, esteve num lugar de nome Matadeiro, mas foi na Armação que encontrou mais do que o brilho que buscava, inexplicavelmente entre o céu e o mar percebeu que a maior distancia que o homem pode criar está justamente dentro dele, dentro das limitações criadas por si para si, e assim caminhou livre e solta pelas águas do Ribeirão da Ilha como se quisesse lavar a alma a cada nova passagem do mar...
Sentiu-se feliz.
Em Santo Antonio de Lisboa viu se mundo de menina em paisagens bucólicas vivas e presentes tal qual nunca imaginara visualizar.
Sentiu cheiro de saudade... Saudade de recordar.
Por alguns segundos percebeu-se de pé próxima a si, sentiu vontade de perguntar se ainda havia saída, mas recuou por temer a indução de uma resposta elusiva.
Às vezes é estranho mentir para si mesmo, e o melhor a se fazer é evitar o contato com os olhos que se torna altamente expressivo quando nos colocamos a chorar.
Assim ela caminhou, quis conhecer outros lugares sentir mais...
Alguns dos lugares seguintes eram exageradamente ricos, porém vazios e tristes...
Não era isto que queria pra si.
Nos ingleses se reconheceu na pequena vila movimentada por artesanatos e pessoas, mas fez pausa mesmo no Santinhos onde percebeu que era momento de voltar.
E em retorno a seu mundinho de pedras refletiu sobre tudo, em todos os km certezas e incertezas que se cruzavam em pensamentos perdido, buscou no nascer do sol uma forma de renascimento...
Em cada nova curva uma saída, um reencontro..
Algo melhor sabe-se lá.
Até hoje ela não sabe se chegou só sabe que tudo que precisa, deve-se ao seu modo de organizar a vida ao seu modo de acreditar e tudo está ali muito próximo dela muito próximo de suas vontades e interesses e a ela só resta o desejo flutuante de buscar.
(por ivone fonseca)

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Renuncias


Demorei muito para querer realmente limpar minhas gavetas, jogar o que não faz mais parte da minha vida e como é difícil chegar a este ponto, jogar o que não tem mais valor, me libertar de um passado de coisas e lembranças avelhentadas que hoje já não fazem mais parte de mim. E como é difícil desapegar das quinquilharias, seria porque ainda faço parte delas? não sei.
È incrível a facilidade que temos de unir objetos inanimados com sentimentos e se apoderar disto de tal forma que quando pensamos em nos desfazer nos sentimos presos e enfraquecidos.
È como se parte de nos fosse juntos para o cesto de lixo, quando na verdade só estamos limpando os espaços a fim de que novos acontecimentos possam tomar seu lugar neste novo momento de nossas vidas.
Para cada momento uma lembrança, então deveria ser assim.
Não deveríamos reunir os cacos de memórias em formas de pequenos papeis, bilhetes ou embrulho de bala, nossas estórias valem mais do que isto.
È isto que chamam processo do amadurecimento? talvez.
O fato é que estou de volta ao ponto de partida, e nada que marque meus momentos agora tem haver com o que já existiu na minha vida.
O bom tomou seu lugar nos sorrisos que dispenso involuntariamente perdida nas lembranças, o ruim impregnou-se no desenvolvimento e foi ele que me fez melhor e mas sagaz.
Não sou como á 15 anos atrás, sou um misto de melhor e pior do que poderia restar de cada acontecimento passado.
Os bilhetes e cartas fazem parte de outras estórias de outras pessoas que hoje já não existem mais, porque os outros também amadurecem e deixam para traz seus cabelos engraçados, seus antigos amores e rebeldias sem propósito.
Somos um pouco do que fomos e pensamos no decorrer de nossas vidas e talvez sejamos mais do que isto, talvez sejamos um coletivo de tantos outros bens que comportaram nossas biografias e que não podem ser guardados em caixas ou gavetas.
È estranho e bom ao mesmo tempo. É como se eu descesse as escadarias da minha vida para buscar lá em baixo (no meu calabouço imaginário) tudo que me lembrasse alguém ou algum lugar para me desfazer disto tudo e quando chegasse lá descobrisse que nada daquilo serve de ancora porque o que realmente tem que ficar esta dentro e não fora de mim.
Então crio asas, volto a mim mesma estou bem mais leve agora, sinto-me limpa e receptiva ao novo, quero me reinventar, criar um novo modelo de arquivo onde nunca mais precise reciclar.

(por Ivone Fonseca)

domingo, 17 de agosto de 2008

Pra não dizer q não falei de flores..




Eu, minha nova vida meus sonhos, agora compartilhados. Eu, completa com a melhor parte de mim,. Eu depois de um sorriso de um olhar sem graça... frases de ruborizar o rosto, viagens, (Ubatuba, Monteiro, Passa Quatro, Pouso Alegre, Santa Rita, o mundo...) Casamento, Lua de mel. Santiago e os Alpes... (fecho os olhos para ainda sonhar) e mais sonhos, agora nossos. Nosso apartamento, nossas alianças, brincadeiras de criança, verdade e ilusão. Vc sorrindo eu feliz. Vc vindo almoçar eu a sua espera, sua mão nas minhas e na minha pele.. meu sol, nosso girassol, seu inverno. Meu café seu iogurte. Vc e eu e os filhos q virão. Café na cama, jantar a luz de velas. Viagens, fotografias. Volta ao mundo. Segredos, confissões e td q esta além d nossas margens e não sabemos hj como mas atravessaremos juntos eu e vc, vc e eu.. (TE AMO XU!) mais do q poderia imaginar q pudesse acontecer.. minha única certeza é q quero viver 61 anos com vc e depois adormecer em seus braços e só depois bem depois (quem sabe) alcançar a vida eterna..
(por ivone Fonseca)

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Ventus




Meu Best-Seller, não tem nada de incomum com os demais a musica que ouço é caseira e tem erros de ortografia minha estória é confusa e isto faz de mim igual a todo mundo.
Sinto-me feliz.
Passei tempos querendo que gostassem do que gosto, querendo que fossem onde eu acreditava ser legal, meu mundo foi se movimentando lentamente e as coisas tão exatas e concretas partiram na primeira tempestade de vento e no lugar restaram-se apenas traços ou contornos.
Na verdade não sei dizer o que ou como é.
Tem flores nesta primavera, e eu adoro tulipas só não sei cultivar.
Meus momentos de solidão transformam minha alma, sinto-me mais limpa quando choro e mais meiga também, acho que mereço muitas coisas e imagino coisas boas pra mim e pra todo mundo lá fora.
Não quero ir, quero ficar.
Não sou assim tão negativa, mas é que às vezes não consigo respirar.
Agora eu tenho nome me chamo vento, porque vou passar.
(por Ivone Fonseca)

Pensamentos


Passam-se os anos, mudam-se as escolhas, existe um novo som no ar, novo cheiro novo desejo e junto com as mudanças outras caravanas, nasce então o desejo de reverenciar.
Precisamos escolher mundos e coisas das quais transformem nossos ideais em algo reagente, o vago não nos basta mais.
Nas fotos estão gravadas figuras e imagens das quais não reconhecemos, e até o vocabulário insiste em mudar.
Os velhos estão tão próximos do que queremos e sinto um orgulho natural por alguns fios de cabelo branco.
Meu sorriso eloqüente se torna comportado e meu olhar pesado me faz mais observador.
Sou uma coruja.
- Neste momento não, por favor, desejo só observar.
(por Ivone Fonseca)

ainda no cenario das escolhas...

Gurdjieff (um pensador russo) disse certa vez que a três grandes amigos dos quais nunca devemos abandonar; a intuição, a inocência e a fé, se tivesse a oportunidade questionaria com ele de que forma aprisiona-los para que estes não obtenham a oportunidade de fugir ao nosso controle sem que percebamos.
Ingenuidade oportuna se achar intuitivo, inocente e repleto de fé quando algo escapa de suas mãos e lhe deixa vulnerável a ponto de ter que te fazer explicar muitas de suas escolhas evasivas e territoriais.
São muitos os sonhos que abandonamos em nossas trajetórias também são muitas as escolhas que no apoderamos no decorrer do caminhos, muito deixamos passar por oportunismo e ambição também são muitos os que agregamos por humildade e compadecimento.
O que determina o que queremos e o que deixamos para trás não é nada que vem de dentro de nós, mas o que outras pessoas querem e representam para nós, seja por amor, dor ou sentidos sem sentido o fato é que sempre nos levamos pelo que o outro quer, deseja ou imagina muito mais para ele do que para nós.
Então mais uma vez estaríamos roubando? Roubando o que é de alguém por sonho, por desejo ou por amor a nós mesmos.
O fundo é sempre o mesmo, estamos criando algo para que alguém lá na frente possa desejar, o amargo deste doce está exatamente no fato de que vivemos buscando algo que outro tem e que um dia poderá aguçar o desejo de outrem.
Acabamos de encontrar nossa perversidade, aquela escondida entre nossa bondade e boas ações que não faz diferença para ninguém.
Procuro uma brecha.


(por Ivone Fonseca)

Escolhas..

Quantas vezes escolhemos ser os melhores e por impetuosidade nos perdemos sem ao menos nos movimentar?
A cada novo questionamento o certo incerto.
Otimista é o homem que navega na chuva com a certeza de que algo muito além de sua compreensão ele alcançará.
Amores incondicionais fica cada vez mais vago de sua percepção, mas ele o quer e sabe onde buscar.
Tão simples, rouba-se de alguém.
Vida canalha que dá e que tira sem perdoar.
Vida inteira que da a o direito de optar.

(por Ivone Fonseca)

e pelo caminho...

Este mundo barroco; de céu e inferno se digladiando causa um desalinho tão fora do ritmo outrora pleiteado que nada nem ninguém conseguem ordenar o mundo fica então a um palmo da cabeça.
Tem-se uma vontade de parar.
Cortam-se os cabelos, muda o esmalte, arruma-se o guarda-roupa, mas tudo lá dentro continua sem rumo e sem prumo, só resta então virar a pagina e reescrever a estória, mas quem consegue passar da primeira página sem conhecer o nome do livro?
Os olhos se fecham e como cantava o musico só resta à ferrugem nos sorrisos, e um pouco de solidão.
O caminho se abre a cada novo pleito e a fuga da lugar a vontade de chegar ou ir a qualquer lugar onde haja um novo espaço para se buscar.
As buscas recomeçam e outra pessoa renasce com linhas em branco pra reescrever a estória. É dado o sinal e a experiência da lugar à lacuna deixada pela inocência e astúcia lá de trás, frutos e ferramentas de colheita são inseridos, é tudo muito novo embora já se conheça o caminhos das quais muitas das peças irão se posicionar.
Não existe um sentido certo só o direito da escolha de como irá de agora em diante conduzir seu mundo. Vem-se as companhias escolhidas para partilhar os sonhos vem-se os novos sonhos.
O glamour antes almejado tem forma diferente, gosto de algo comum e cheiro leve e suave tem riscos e possíveis frustrações que não assustam mais.
Têm-se vontade de voar.
Vontade de achar pedras coloridas para se jogar na água e vê-la patinar vontade do mais simples vontade de chorar.


(por Ivone Fonseca)

Ainda por caminhos..

Toda sonho se modifica e como num passe de mágica a inocência se perde o mundo ganha novo sentido e tudo que parecia ao alcance das mãos tal como uma fruta no pé ganha as alturas de uma velha macieira e os recursos dos quais se obtinha parece apoucado perto das necessidades para alcançar aquilo que em outro momento estava tão ao alcance de suas aspirações.
E num piscar de olhos os castelos se transformam em areia, as fadas e princesas mudam-se pra casa vizinha, mas não tem mais o mesmo encanto os príncipes se vão e seus cavalos são sacrificados pela doença da solidão o seu mundo agora ganha um encanto novo e junto dele vem outros atributos de conquista.
Não se chama mais castelo agora é profissão, as fadas são amigas inseparáveis e os príncipes se transformam em desejo e as conquistas é questão de tempo, mas para a garotinha crescida o tempo é o de uma locomotiva.
Mas todo locomotiva se ordena a parar em estações e por mais que a ânsia de chegar assombre os pensamentos os caminhos novamente se obrigam as novas escolhas.
Então se descobre que embora enraizados as nossas cobiças sempre se perde um pouco e ganha-se um pouco a cada passagem.
E mesmo querendo um pouco menos usamos das armas que temos para conquistar e as escolhas mal sucedidas transformam a vida de quem vive e de muitos outros a cerca deste.
Por onde anda personalidade daquela garotinha? E a certeza do que se quer? , por onde andam a figura da qual ela sempre quis ser? e onde ficou a inocência e a valorização do honesto?
A culpa é dos lutos e das faltas das ausências e dos perdões que ela deixou de receber a culpa é de algo fora de dela.
Assim ela gostaria que fosse.


(por Ivone Fonseca)

Caminhos



Houve um tempo em que uma garotinha inundada de sonhos achava que seria dona do mundo, e possuía as ferramentas certas para conquistá-lo, mas certa vez alguém mencionou que todo grande guerreiro mais cedo ou mais tarde morre vitima de sua própria astúcia.
Quando se é criança a combinação da inocência e dos sonhos é extremamente inofensivo, mas as pessoas crescem e aliado a esta combinação vem à transformação do corpo da mente da natureza dos sonhos e das escolhas.
Cada caminho escolhido, cada renuncia deixada no decorrer da estrada faz a construção do individuo que um dia será.
Toda garotinha vira mulher.


(por Ivone Fonseca)




Primeiro sopro..


As vezes penso que só um travesseiro é capaz de consolar lacunas que criamos no decorrer da vida, o fato é que cada desejo cada objetivo ou foco como queiram chamar é criado pra tentarmos dar rumo a nossas vidas e a partir de então tudo faz sentido, pena que só tomamos posse deste conhecimento quando grande parte de nossa vida já se passou por nós, quanto deixamos pelo caminho? quanto levamos de nossos encontros e desencontros e quanto realmente fez sentido carregar, onde ficou as belas estórias passadas juntos de nossos pais, amigos ou pessoas queridas de que hoje nem nos damos o vago espaço de se lembrar e quanto de nossas magoas passeiam até hoje insistentemente por nossas vidas.
Quanto roubamos de outras vidas? E quanto nos deixamos roubar? O que será realmente meu? E o que será do outro que eu gostaria de ser e num esboço mal acabado carrego comigo?
Esta vida desenhada tem cores destoantes, porém ordenadas de forma que somente nós podemos compreender.
Tantas foram as coisas que fiz e que não deveria, mas que compreendo hoje como certas por saber que faria o mesmo revivendo a situação com o que tinha nas mãos no instante do ocorrido.
Gostaria de contar das coisas boas que fiz sentada em uma varanda tendo como vista um lindo jardim, mas ouvindo algumas pessoas percebo que nada sei de mim e o que realizei no decorrer da vida são fragmentos do que realmente pode se considerar bom ou digno da perda de tempo de alguém para ouvi-lo.
(por Ivone Fonseca)
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