sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Ainda por caminhos..

Toda sonho se modifica e como num passe de mágica a inocência se perde o mundo ganha novo sentido e tudo que parecia ao alcance das mãos tal como uma fruta no pé ganha as alturas de uma velha macieira e os recursos dos quais se obtinha parece apoucado perto das necessidades para alcançar aquilo que em outro momento estava tão ao alcance de suas aspirações.
E num piscar de olhos os castelos se transformam em areia, as fadas e princesas mudam-se pra casa vizinha, mas não tem mais o mesmo encanto os príncipes se vão e seus cavalos são sacrificados pela doença da solidão o seu mundo agora ganha um encanto novo e junto dele vem outros atributos de conquista.
Não se chama mais castelo agora é profissão, as fadas são amigas inseparáveis e os príncipes se transformam em desejo e as conquistas é questão de tempo, mas para a garotinha crescida o tempo é o de uma locomotiva.
Mas todo locomotiva se ordena a parar em estações e por mais que a ânsia de chegar assombre os pensamentos os caminhos novamente se obrigam as novas escolhas.
Então se descobre que embora enraizados as nossas cobiças sempre se perde um pouco e ganha-se um pouco a cada passagem.
E mesmo querendo um pouco menos usamos das armas que temos para conquistar e as escolhas mal sucedidas transformam a vida de quem vive e de muitos outros a cerca deste.
Por onde anda personalidade daquela garotinha? E a certeza do que se quer? , por onde andam a figura da qual ela sempre quis ser? e onde ficou a inocência e a valorização do honesto?
A culpa é dos lutos e das faltas das ausências e dos perdões que ela deixou de receber a culpa é de algo fora de dela.
Assim ela gostaria que fosse.


(por Ivone Fonseca)

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