Este mundo barroco; de céu e inferno se digladiando causa um desalinho tão fora do ritmo outrora pleiteado que nada nem ninguém conseguem ordenar o mundo fica então a um palmo da cabeça.Tem-se uma vontade de parar.
Cortam-se os cabelos, muda o esmalte, arruma-se o guarda-roupa, mas tudo lá dentro continua sem rumo e sem prumo, só resta então virar a pagina e reescrever a estória, mas quem consegue passar da primeira página sem conhecer o nome do livro?
Os olhos se fecham e como cantava o musico só resta à ferrugem nos sorrisos, e um pouco de solidão.
O caminho se abre a cada novo pleito e a fuga da lugar a vontade de chegar ou ir a qualquer lugar onde haja um novo espaço para se buscar.
As buscas recomeçam e outra pessoa renasce com linhas em branco pra reescrever a estória. É dado o sinal e a experiência da lugar à lacuna deixada pela inocência e astúcia lá de trás, frutos e ferramentas de colheita são inseridos, é tudo muito novo embora já se conheça o caminhos das quais muitas das peças irão se posicionar.
Não existe um sentido certo só o direito da escolha de como irá de agora em diante conduzir seu mundo. Vem-se as companhias escolhidas para partilhar os sonhos vem-se os novos sonhos.
O glamour antes almejado tem forma diferente, gosto de algo comum e cheiro leve e suave tem riscos e possíveis frustrações que não assustam mais.
Têm-se vontade de voar.
Vontade de achar pedras coloridas para se jogar na água e vê-la patinar vontade do mais simples vontade de chorar.
(por Ivone Fonseca)
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