terça-feira, 2 de setembro de 2008

Eu vejo flores em você..


Que sorriso sem graça que estória sem sentido que necessidade ingrata que jeito altivo, quem é você que caminha ao meu lado e não me conta nada? Quem é você que me enche a alma e me deixa assim?
Sinto-me feliz neste ultimo instante e cheia de vontade de criar ou inovar, inundo a alma com seu cheiro e sinto ao longe seu olhar, tenho uma imensa vontade de ganhar o mundo quero estar muito alto e alcançar algo que nem eu sei bem o que é, mas sei que está lá.
È tão leve sentir sua chegada saber que você vai chegar.
Sinto-me leve.
È tão bom ouvir suas estórias seu jeito de explicar, este teu jeito desajeitado me impulsiona e a cada novo instante quero voltar.
Sinto medo de perder de acordar e não ser mais nada disto.
Me de a mão preciso me sentir segura para pular.
Não há nada de tão concreto nesta vila, não tem flores neste vaso, não tem sol, mas há um imenso cheiro de jasmim e uma sensação avassaladora de conforto e bem estar, sinto-me segura e então é chegada a hora.
Quero pular.
Abro as portas e janelas para me caber dentro desta sala estou tão grande a seu lado que não consigo mais falar.
Sinto medo, medo de me deixar.
Envolvo-me em teus braços, falos coisas de mim e seu silêncio me amadurece a alma e encontro uma brecha pra sobrevoar sozinha.
Tudo esta do lado de cá.
Tem coisas que eu não imagino, tem momentos de solidão, tem figuras engraçadas tem noites e tem verão, agora tem desejos ímpetos, mas pra tudo tem solução.
Você me deu um Ypê amarelo que eu nem cheguei a pegar, mas é até por isto que sinto-o como sendo meu melhor presente, presente que nunca vão me roubar.
Esta estória tem um começo, mas nem dou importância para o fim e se chegar a algum lugar que seja o de partida.
Por que tem coisas que valem a pena recomeçar.
(por Ivone Fonseca)

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