em um dos chinelos que calçava trazia amarrado um barbante ou coisa parecia q fazia sustentar as alças.
De vestimenta humilde, trazia na camiseta a estampa de um político que nem habitava mais este plano, tinha na mochila suja e deteriorada do tempo um mistério do qual inquietava a todos que já estavam acomodados em seus assentos ou a espera por uma vaga para se sentar.
Ao cruzar a roleta mais a atenção ele chamava ao contar suas moedas para pagar a passagem, seu olhar perdido procurava por algo que embora distante a aquela situação,
De vestimenta humilde, trazia na camiseta a estampa de um político que nem habitava mais este plano, tinha na mochila suja e deteriorada do tempo um mistério do qual inquietava a todos que já estavam acomodados em seus assentos ou a espera por uma vaga para se sentar.
Ao cruzar a roleta mais a atenção ele chamava ao contar suas moedas para pagar a passagem, seu olhar perdido procurava por algo que embora distante a aquela situação,
ocupava outras mentes que se desvaneciam em semblantes apreensivos e cautelosos.
Agora recostado em pé a um dos bancos mexia e remexia na mochila velha atrás de algo que causava certo furor controlado nos demais passageiros.
Seria medo? Ou só a sensação incomoda de não saber exatamente do que se tratava?
Um casal desce deixando vago um banco duplo.
O menino olha apreensivo para os lados como se esperasse uma reação repentina de algum outro passageiro, sem manifestações ele se senta.
Volta a olhar e remexer a mochila.
E todos de forma discreta o examinam de cima a baixo, receosos em sentar-se a seu lado.
Só querem saber mais.
O menino então saca de dentro de sua mochila (velha companheira de muitas aventuras como aquela que sem perceber ele vivia), o que existe de mais soberano o que o torna mais forte e poderoso diante a todos que ali o observam amedrontados, um livro, um simples e ingênuo livro.
Na capa um titulo “Laços de família” de Clarisse Lispector.
Algo realmente impetuoso e violento a mentes “pré” conceituosas e frívolas que partilhavam daquele momento ingênuo e sem muitos adereços vividos por um simples garoto de periferia.
Agora recostado em pé a um dos bancos mexia e remexia na mochila velha atrás de algo que causava certo furor controlado nos demais passageiros.
Seria medo? Ou só a sensação incomoda de não saber exatamente do que se tratava?
Um casal desce deixando vago um banco duplo.
O menino olha apreensivo para os lados como se esperasse uma reação repentina de algum outro passageiro, sem manifestações ele se senta.
Volta a olhar e remexer a mochila.
E todos de forma discreta o examinam de cima a baixo, receosos em sentar-se a seu lado.
Só querem saber mais.
O menino então saca de dentro de sua mochila (velha companheira de muitas aventuras como aquela que sem perceber ele vivia), o que existe de mais soberano o que o torna mais forte e poderoso diante a todos que ali o observam amedrontados, um livro, um simples e ingênuo livro.
Na capa um titulo “Laços de família” de Clarisse Lispector.
Algo realmente impetuoso e violento a mentes “pré” conceituosas e frívolas que partilhavam daquele momento ingênuo e sem muitos adereços vividos por um simples garoto de periferia.
(por ivone fonseca)

9 comentários:
Só poderia classificar este post com uma palavra: perfeito.
Vc nos transporta para dentro desse onibus com uma forla tão grande que é incapaz de não sentir cada emoção, sensação, que toma aquele ambiente. A arma mais poderosa, um livro. Uma arma pode acabar com uma vida, mas um livro pode transforma-la e por isso ele tem muito mais poder. Simplesmente genial!
Um bjão!
O que dizer?
Cara é bom saber que sua visão vai além destas mentes !
O texto não me serve só para uma simples reflexão,
mas também me faz acreditar que não caminho só!
Doce menina!
Obrigado!
Caramba, mas que texto ótimo...
qdo entrei no blog e vi um texto enorme logo pensei:
- nossa, preguiça de ler tudo.
rsrsrs
mas logo a cada linha vai tomando vontade de chegar no final e contemplar arte escrita que logo domina o ambiente da web 2.0 e vira blog.
Parabéns. Voltarei aqui mais vezes ;-)
Ficou linda essa história, retrata um pouco da realidade, e um pouco de sonho, de sentimento... Ficou lindo, meus parabéns ^^
Lindo texto!
A mais pura realidade posso dizer... Quantas mentes que existem por aí apenas a fazerem julgamentos precipitados levando em conta apenas as aparências?
Parabéns pela incrível sensibilidade de mostrar um preconceito idiota, que querendo ou não um dia todos tivemos.
Beijos
Dona Ivone...
estou achando que vc esta lendo muito o Zeroglota... ahahaa
esta maravilhoso e só seus olhos pra caoptar tanta coisa!
Aiai... quero ser vc quando eu crescer!!! ehehe
Aqui... vou pra São Francisco no fds, no Festival da Matiqueira. è um festival de literatura, ta sabendo?
Vou participar de uma tenda que chama-se : OFF-Fest, são os escritores locais que foram excluídos da programação institucional que estão organizando a parada.... vamos barbarizar...rs
beijoss
Então..
vou deixar o link aqui pra vc fuçar sobre esse evento que vamos fazer lá no Festival
http://dialogosnamantiqueira.ning.com/forum/topics/dicas-e-programacao
dá uma fuçada lá... as vezes eu mesma me perco no site... mas vai com fé!!! eheheh
te espero lá... bjoca!!!
Muito Bom esta crônica. cOMO o meu amigo renato diz agora transcrevo em minhas palavras: Vc nos faz viajar. Muito bom, parabéns.
Este não é simplesmente um texto. É uma crônica linda e extraordinária.
Mesmo não comentando muito, tenho acompanhado seu blog e percebido a evolução dos seus escritos. Parabéns amiga!
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