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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Só pra constar



Eu ando meio sumida deste espaço em funçao das correrias que a vida nos obriga, engraçado acho que tudo é meio providencial no fim.. O fato é que achei isto em minhas leitura por ai e como ilustra o que de repente estou "sentindo" não poderia deixar de postar.
È uma materia do Jornal oglobo, muito bacana.. precisava dividir.

(ivone fonseca)

terça-feira, 16 de junho de 2009

Contra Capa

Hoje acordei sem saber ao certo o que fazer, percebi que além das lacunas mnêmicas não sabia mais do que gostava, olhei para todo o material que produzi até agora e me vi em alguns deles também revi pessoas e historias, mas não sentia que era mais tão importante deixar estes registros, textos que postei textos que não terminei e outros que jamais irei postar ou mostrar a alguém, pensei em deletar e por fim a tudo isto, mas senti certa dor de saudade antes mesmo de apagá-los, fiz-me companhia de uma xícara de café e um horizonte, pensei nas milhares de pessoas que se vão sem deixar uma só linha escrita para alguém, pensei o quanto desejava ter registro de pessoas especiais guardadas junto de mim para ler e reler quando me sentisse só, vai ver que não dei o devido valor a elas uma vez que quando não se dá valor não se recebe valor
Queria ter uma carta de alguém em especial.. .Minha avó.
Senti saudade e uma profunda melancolia e me emocionei sozinha, talvez eu devesse ter aprendido a fumar (dizem que é tão bom nestas horas ter um cigarro pra pensar).
Sinto que falta algo neste pedaço de papel algo que eu ainda não consegui registrar, algo que está latente em mim, mas que não alcanço. Como Benjamin Buton, também enterrei um amigo (um grande amigo), me despedi de outros (que com certeza retornaram) tomei meu porre e conheci um pouco mais da vida, mas covardemente não sai de casa, não deixei minhas raízes e sinto muito por isto, e por muitas coisas que não fiz. Shakespeare em um de seus textos falou algo sobre coisas que a gente aprende no decorrer da vida.. eu exatamente hoje aprendi que às vezes é necessário cair para se tornar mais forte e que verdadeiros amigos conta-se nos dedos de uma mão e quando você se sentir só é porque você realmente esta só e o mundo não acaba por causa disto, pensando bem se você desejar ele se reinicia ai.



(por ivone fonseca)

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Este vellho sonho de voar..


Caminhando sozinha pela noite fria, só tinha como companhia os pensamentos que iam e vinham como sangue que corre nas veias, andava solta, costurava as sombras e seguia livre sem nada ou ninguém que pudesse lhe roubar este momento magico e intenso.
De cá pra lá de lá para cá, sorria sozinha de suas tiradas insanas e por alguns momentos chegava até mesmo a dançar.
Dançava para a lua, dançava para alguém ou para algum lugar.
Tinha na mente que nada era tão importante como aquele momento e para celebrá-lo cantarolava, sorria chorava e se emocionava.
Seus grandes sonhos e projetos não tinham importancia naquele momento, não fazim peso, então ela poderia caminhar solta fazendo-se feliz daquilo que mais amava sem precisar prestar contas, só caminhar... forte, altiva, tranlucida e inteira.
Tirou dos pés o salto agulha no mesmo instante que o encharpe se perdeu no vento, sentiu-se livre de uma liberdade que jamais havia pleiteado.
A brisa leve tocava-lhe a face e ela se via nas poças de chuvas recém caidas da tarde, por um instante se abraçou fechando os braços contra si para segundos depois abri-los de forma entusiastica e ergue-los como se desejasse alcançar o céu...
Era só a liberdade lhe abrindo as portas.
(por ivone fonseca)

domingo, 24 de maio de 2009

Mentes opacas

Adentra ao ônibus circular um menino simples de pele morena e pé sujo
em um dos chinelos que calçava trazia amarrado um barbante ou coisa parecia q fazia sustentar as alças.
De vestimenta humilde, trazia na camiseta a estampa de um político que nem habitava mais este plano, tinha na mochila suja e deteriorada do tempo um mistério do qual inquietava a todos que já estavam acomodados em seus assentos ou a espera por uma vaga para se sentar.
Ao cruzar a roleta mais a atenção ele chamava ao contar suas moedas para pagar a passagem, seu olhar perdido procurava por algo que embora distante a aquela situação,
ocupava outras mentes que se desvaneciam em semblantes apreensivos e cautelosos.
Agora recostado em pé a um dos bancos mexia e remexia na mochila velha atrás de algo que causava certo furor controlado nos demais passageiros.
Seria medo? Ou só a sensação incomoda de não saber exatamente do que se tratava?
Um casal desce deixando vago um banco duplo.
O menino olha apreensivo para os lados como se esperasse uma reação repentina de algum outro passageiro, sem manifestações ele se senta.
Volta a olhar e remexer a mochila.
E todos de forma discreta o examinam de cima a baixo, receosos em sentar-se a seu lado.
Só querem saber mais.
O menino então saca de dentro de sua mochila (velha companheira de muitas aventuras como aquela que sem perceber ele vivia), o que existe de mais soberano o que o torna mais forte e poderoso diante a todos que ali o observam amedrontados, um livro, um simples e ingênuo livro.
Na capa um titulo “Laços de família” de Clarisse Lispector.
Algo realmente impetuoso e violento a mentes “pré” conceituosas e frívolas que partilhavam daquele momento ingênuo e sem muitos adereços vividos por um simples garoto de periferia.
(por ivone fonseca)

domingo, 26 de abril de 2009

Fragmentos



Misero é a vontade do sonhador que acredita realmente que algo ou alguém ainda lhe importa, confia em vontade e desejos superfluos a ti.
Sabe que o mundo gira em torno do sol e só por isto deve se atirar na fogueira ou fugir para o mundo.
No intervalo de suas mémorias (fragmentadas) cai em si e se volta para o nada dando de encontro com sua solidão.
Tudo bem acreditar, voltar e estar tudo bem se deixar guiar..
... é para o mundo (ele reflete)
... é para tudo (ele pensa)
... é para sorri. (e entao sorrindo ele chora)
Pausa em devaneios vastos e usa desta força para se realizar...
é a vida, é seu mar.
(por ivone fonseca)

Agridoce...


Nos eixos que compreende meus mundos, nada mais me falta além de flores e sons.

Sou meio humana e as vezes até flutuo, mas não deixo de considerar meus inimigos.

Em uma terra distante existe alguém ou algo que zela por mim.... estou vaga.

Devo chorar ou clamar por espaço?

Sou ausente a sentimentos alheios, sou resistente às minhas proprias vontades, a verdade é que nunca estou por perto..

Ando por ai.

(por ivone fonseca)

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Descompasso.

Se existe tanta coisa boa por ai, porque insistimos no que é ruim.
Sinto-me um caju, cheirosa, docinha, com cara boa, mas pálida e sem lugar pra ficar(posso me machucar).
Ouço alguém dizer que o rock mudou, mas a banda top das paradas é a mesma de 10 anos atrás, as pessoas é que modificaram seus gostos ainda há grandes clássicos do cinema nas vídeo-locadoras, embora o cinema não mais os abrigue.
Faltam boas estórias? Criatividade? Ou lapidação dos gostos?
Faltam extremos falta á vontade de pensar e buscar algo que realmente toque os corações.
Lá, postada na varanda existe uma cadeira de balanço enferrujada, e os livros acumulam pó nas estantes, não há mais romantismos nas fotos e a audiência sobrecai em algo ruim ocorrido por outro alguém.
Não temos mais tempo e a doença do século stress. Amanhã quando for amamentar meu filho não saberei o que cantar, devo então olhá-lo nos olhos e contar a verdade?
Onde está a leveza dos velhos jardins?
Meu ponto de equilíbrio está em uma musica suave vindo de um velho disco de vinil e encontro nele meu abrigo e me conforto nada está sem lugar, a velha senhora que tricotava por aqui conheceu alguém e até ela sente-se reconfortada.
Então ao meu filho direi “Você chegou num novo momento da estória, no momento da sua estória e a musica que canto não fará muito sentido pra você daqui a algum tempo, mas fará para mim que através dela me lembrarei de você”.

(por ivone fonseca)

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Por aí..

A gente caminha para algum lugar,
A gente caminha por ai,
As vezes a gente nem caminha.
A gente sonha com alguém,
A gente sonha por alguém,
As vezes a gente nem sonha.
A gente sorri de vida,
A gente sorri pra tudo,
As vezes a gente nem sorri.
A gente foge pro mundo,
A gente foge confuso,
As vezes a gente nem foge.
A gente conta contos
A gente fala de memórias,
As vezes a gente nem existe nas estórias.
A gente le, traduz, se identifica, muda o jeito, as vezes até a cultura.
A gente cresce, amadurece, descobre outros mundos e fica profundo
cheios de idéias e evasivos a tudo.
Daí a gente caminha para algum lugar, caminha por aí, as vezes nem caminha..

(por ivone fonseca)

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Estou exatamente onde deveria estar..




Existem pessoas que merecem ser resgatadas no cenário de nossas vidas para recompormos o cenário da nossa estória, mas até a chegada deste momento deve ser avaliado com consideração e respeito para que não façamos coisas das quais poderemos nos arrepender.
São muitas as coisas que nos fazem refletir sobre o que fomos e somos, mas nem tudo é tão grande ou tão pequenino quanto imaginamos, a avaliação destes detalhes muda tudo. Se não soubermos dar o devido valor a cada coisa ou sentimento do qual ele realmente merece pode causar um dano irreparável nas nossas vidas.
Minha dor, sua dor, nossas dores tudo passa e se reconstrói tal qual os sonhos e desejos.
Talvez seja possível alcançar o equilíbrio, mas se alcançar como saber? Não acredito nos relatos de alguém q tenha chegado lá até porque isto deva ser tão momentâneo tal qual uma brisa que não se sabe se é ou não real.
Meu desequilíbrio sustenta as pernas meu desejo de se equilibrar me faz ir mais longe e não há neste momento ninguém ou nada que mereça ser resgatado por mim; estou exatamente onde deveria estar.
(por Ivone Fonseca)

Vazio...


E quantas estórias e sonhos residem naquelas casas lá embaixo?
E Onde ficaram os meus?
Quem quer saber da minha estória? Quem quer me ouvir cantar? quem admira minha caminhada? Quem como eu precisa se guardar?
Por um segundo percebo que existe mais resposta para minhas perguntas hoje do que em algum tempo atrás, só preciso organizar minhas idéias encontrar os pontos e chegar.
Mas aonde chegar? Se ainda nem sei se me perdi, na verdade só me sinto perdida talvez porque não me sinta, sinto a penas que perdi meu receptáculo o que compunha minha forma original (talvez), então seria isto; hoje estou sem forma.
Todo mundo precisa se reciclar em algum momento, todo momento em que não se encontrar.
Acho que devo ir embora, olhar-me em silêncio.
(Por Ivone Fonseca)
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