terça-feira, 4 de novembro de 2008

Descompasso.

Se existe tanta coisa boa por ai, porque insistimos no que é ruim.
Sinto-me um caju, cheirosa, docinha, com cara boa, mas pálida e sem lugar pra ficar(posso me machucar).
Ouço alguém dizer que o rock mudou, mas a banda top das paradas é a mesma de 10 anos atrás, as pessoas é que modificaram seus gostos ainda há grandes clássicos do cinema nas vídeo-locadoras, embora o cinema não mais os abrigue.
Faltam boas estórias? Criatividade? Ou lapidação dos gostos?
Faltam extremos falta á vontade de pensar e buscar algo que realmente toque os corações.
Lá, postada na varanda existe uma cadeira de balanço enferrujada, e os livros acumulam pó nas estantes, não há mais romantismos nas fotos e a audiência sobrecai em algo ruim ocorrido por outro alguém.
Não temos mais tempo e a doença do século stress. Amanhã quando for amamentar meu filho não saberei o que cantar, devo então olhá-lo nos olhos e contar a verdade?
Onde está a leveza dos velhos jardins?
Meu ponto de equilíbrio está em uma musica suave vindo de um velho disco de vinil e encontro nele meu abrigo e me conforto nada está sem lugar, a velha senhora que tricotava por aqui conheceu alguém e até ela sente-se reconfortada.
Então ao meu filho direi “Você chegou num novo momento da estória, no momento da sua estória e a musica que canto não fará muito sentido pra você daqui a algum tempo, mas fará para mim que através dela me lembrarei de você”.

(por ivone fonseca)

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