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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Borboletas


A noite caiu serena.

A lua grande e imponente iluminava todo o lago.

Dava-se para ouvir o som dos grilos ao longe [ou perto, talvez].

O cheiro leve da brisa tocando o solo insinuava ao olfato um leve aroma de chá.

Não havia céu ou inferno, só a leveza de sentir-se bem.

Sem conflitos, sem amarras.

Em paz.



(por ivone fonseca)

sábado, 18 de dezembro de 2010

Arrumação


Esta manhã ao abrir meu guarda roupa,
inevitavelmente percebi grande semelhança de seu conteúdo com minha vida atual.
Muitas coisas fora de uso,
coisas novas aguardando seu momento
e uma enormidade de bagunça e roupas emaranhadas fora do lugar...
[bem como minha velha cabeça]
Então me vi nas peças fora de moda e em outras tão modernas que quase não me reconheci.
Percebi que era hora de colocar ordem na bagunça que era hora de arrumar.
Não só o guarda roupas, mas a vida...
Esta minha vida surrada e desarrumada que insisto deliciosa e confortavelmente em levar.

(por ivone fonseca)


domingo, 4 de julho de 2010

Gratidão


Frágil e cansada ela faz um prece
Sem saber ao certo o que dizer ou pedir
Entre lagrimas agradece
Não pelas aquisições materiais;
Não pela mesa farta, pelas conquistas profissionais.
Não pelo amor incondicional de seu homem.
Nem pela família que está sempre presente.
Ela nem mesmo agradece por morar bem
ou por ter alguém para protegê-la.
Não agradece pelas grandes viagens ou livros que leu.
Solitária em sua oração de palavras desconexas.
Ela agradece por suas aquisições espirituais por na perda compreender um novo e belo caminho, por se sentir mais segura e forte para buscar.
Agradece por tudo que sem perceber não conquistou, mas sempre teve, sempre esteve lá.


(por ivone fonseca)

sábado, 26 de junho de 2010

Quero um álbum de foto


Um grande com capa colorida
Um que conte através de imagens minhas historias, viagens, sonhos e fantasias.
Quero um álbum de fotos para mostrar meus amigos a outros amigos falando de nossas aventuras.
Um álbum bem bacana que me faça mais que recordar.
Um álbum com lembranças de um tempo longe [ainda criança] e de tudo que fiz ontem e na semana anterior.
Um álbum que conte de minhas alegrias e que possas retratar de forma romântica momentos não tão bons.
Quero um álbum grande que caiba mais que pessoas que estiveram a meu lado, mas que tragam também outras que de alguma forma estavam no mesmo lugar que eu sem que eu nunca as tenha conhecido.
Um álbum romântico com paisagens bucólicas e outras tantas engraçadas e sem sentido.
Quero um álbum que tenha foto de parentes que eu nem conheci.
De lugares que fui e de outros tantos que só gostaria de ir.
Um álbum que não se fechasse de tão cheio e que quando eu partisse deixasse expresso em imagens o quanto eu fui feliz.



(por ivone fonseca)

sábado, 12 de junho de 2010

Estou de volta...



Cheguei hoje ainda pela manhã
E que delicia adentrar a porta colocar as malas no chão e sentir que estava de volta.
Quero abrir logo as janelas, tirar os panos que cobrem a mobília.
Limpar o pó.
Quero deixar que o sol adentre a todos os cômodos e sentir-me ainda mais em casa.
Faço questão da visita de todos e para tal colocarei flores nos vasos e não me esquecerei do cheiro do café coado na hora ou da deliciosa torta de limão.
Deixarei a porta da frente aberta para que todos notem que voltei e reservarei os próximos dias para visitas aos amigos, saber o que estão dizendo por ai.
Ai que saudade disto tudo, mas o mais importante é isto.
Estou de volta, eu voltei.


(por ivone fonseca)

domingo, 28 de março de 2010

Os outros são os outros


Ninguém por aqui é anjo ou demonio,
temos nossa parcela exata do que
convenientemente parece ser o melhor para nós,
querer julgar faz com que possamos postar no outro
culpas que muitas vezes são nossas.
Mas a necessidade de apontar o dedo
vai além do nosso espelho interno,
além das nossas buscas...
apontar o dedo transforma [ou movimenta]
nosso cotidiano patético.
Então é errado?
Talvez sim, talvez não.
O fato é que ao mesmo que o "inferno são os outros" para estes mesmos,
o inferno somos nós.
Não quero julgar... hoje quero desligar a TV e estar alheia ao que se passa no mundo, posso sair para o mercado ou padaria, cumprimentar normalmente os conhecidos e espalhar alguns bons dias a desconhecidos, o fato é que ainda assim serei o inferno de alguém mas o bacana é se-lo de cabeça vazia, sem medos, "pre"conceitos e princialmente sem querer ser o dono da historia.. [se envolver]
Sou livre assim como nasci, me portar em siléncio a situações que não são relevantes a mim me faz melhor ou simplesmente deixa minha alma mais leve [mais angelical].
Meus demonios, minha ira interna estará proxima estando ou não eu na minha caixa. Hoje sei que meu unico controle esta dentro de mim o que está fora vai além das posses das minhas mãos fragéis, alentas, maternas... NOCIVAS.
Sou adulta o bastante para entender que devo me portar com educação e tentar compreender os diversos lados..
Sou humana o bastante para querer contestar, brigar extravasar.
Sou EU o bastante para saber o que realmente é importante para mim o que vale a pena brigar por mim, o que vai mudar ou alterar os cursos da minha historia.
Sou eu e minhas escolhas.
Egoista?
O bastante para saber que só minha vida pertence a mim, os outros são os outros e só.


(por ivone fonseca)

domingo, 21 de março de 2010

"nossos" misterios


Tem dias que olho no espelho e me pergunto,o q quer minha alma aqui?
Me lembro de algo q escrevi,ou li em algum lugar, sei la.
Ela quer se ver alem do infiel espelho.
Que não te mostra as costas, com a perfeição que lhe faz vê sua mentirosa face.
Nesses dias, a maquiagem não parecer destacar algo de um alguem;
Ela é uma camuflagem que se quer tirar.
Pena q estes dias de "alto mono"
não sejam programamos.
E a percepção, de que o eu que queremos ver, esta muito abaixo das maquiagens, e mesmo da própria pele;
Então nús ou vestidos, maquiados ou não, ficamos ali nos procurando em algo que não somos.
Mas se estes dias são produtos do inconciente, "ID".
Quem sabe,quando acontecer de novo
O "EGO" não se deixe ver?


(por Sidney Caetano)

http://zeroglota.blogspot.com, grande amigo blogueiro que sempre que passa por aqui e faz questão de não só comentar como complementar os textos que escrevo, tenho uma honra muito grande de dividir este espaço com todos os meus amigos que entram comentam, ou só visitam (o q tb acho muito bacana) e como ja havia feito em outro momento estou postando o comentario lindo e expressivo dele e deixando o meu sincero agradecimento.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Meus Misterios


Tem dias que quando acordo, tenho medo de me olhar no espelho de me ver e até mesmo de me descobrir,
tem dias que nenhuma de minhas mascaras me servem, então fico por aqui não abro a porta nem pro carteiro então peço que deixe minhas cartas embaixo da porta sussurrando baixinho com uma voz obliqua "eu não estou".
E se o telefone toca finjo que não ouço, assisto TV, tomo café e me encho de comida [quem sabe com isto mudo minha fisionomia e até meus instintos].
Não me sinto frágil e necessariamente triste nestes dias, só sinto vontade de me vestir de mim mesma, de ser nua a meus próprios olhos sem precisar maquiar minha face, pele ou mascarar minha alma.
Tem dias que tenho medo de me lembrar de quem eu fui quem eu conheci e de tantos que de alguma forma abandonei ao mesmo que sinto de forma dolorida o quanto fui abandonada.
Tem dia que quando acordo desejo ficar assim o dia todo de pijamas e meias de dedinhos e sem falar nem ouvir musica, só ficando por aqui assim sem saber direito quem sou e como devo me portar.
[são os dias em que necessito me fazer companhia, companhia de mim]
Tem dias que só desejo que o dia inteiro seja assim; cheio de nada e ninguém,
pra eu poder ser com minha cara lavada eu mesma sem entender quando ou porque não posso sempre agir assim.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Na busca.

È estranho o que sinto esta manha, tenho medo das coisas das quais sinto não poder controlar.
È um misto de vontade de ânsia de querer e do medo de fracassar.
São planos projetados, arquitetados como uma grande e homérica construção,
Sei onde fixar meus pilares e sei o que fazer para controlar as juntas de dilatação de cada ponto.
Pode arquear-se, mas nunca chegará ao chão.
Mas então o que temer?
Temo por tudo que planejei e não aconteceu da forma que gostaria.
Nunca houve fracasso verdadeiro, mas houve mudanças desagradáveis.
Sou um universo de coisas e pensamentos.
Estou aqui e em mil lugares ao mesmo tempo.
Não estou só, mas não consigo me envolver com os outros a minha volta.
Estou tomada hoje por um súbito mau humor que não passa (até a boca sinto amargar)
Meus projetos têm detalhes que só eu consigo visualizar.
Sou eu e meu desejo de que esteja o quanto antes por aqui, mas não sei como te buscar.
Perdoa-me.
Só por hoje gostaria de visualizar o futuro nas borras de café, nas borras de uma simples e calorosa xícara de café.


(por ivone fonseca)

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Felicidades a meus novos dias.

Para todo dia... Um dia.
Seu mal sua energia.
Para todo dia algo a mais a acrescentar e coisas a se descartar.
Na essência dos dias que moldam nossos dias que transformam males em alegrias, hoje a felicidade e simpatia deste dia.
Meu dia.
E se eu me for amanhã (mesmo que ainda pela manhã) e amanhã ser nunca mais, quero só uma coisa, quero só algo mais...
Escolher os sonhos desta noite e nada, nada mais


PS. “O aniversario é o natal de cada um”
(por ivone fonseca)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Partilha


Se meu silencio falasse talvez eu não me envolvesse tanto com outros sentimentos, talvez eu flutuasse por ai ou por meus próprios devaneios e acreditasse então que nada é efêmero.
Eu não queria parecer incrédula, mas neste momento nada me faz acreditar...
Talvez seja comigo, talvez seja só o momento ou talvez seja você e seu jeito frio de se relacionar
Ou estas "supostas culpas" sejam tão somente o reflexo das pontas soltas das dinamicas dos relacionamentos familiares que insistem em cutucar.


(por ivone fonseca)

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Ponto final...


Então é que as vezes a gente desiste.
Desiste de sonhar;
Desiste de lutar;
Desiste de querer;
Desiste de pensar em como deve ser, desiste de encontrar..
Daí bate uma imensa vontade de deitar só para saber se é verdade que amanha é outro dia, e as vezes quando o outro dia chega nada acontece ainda (mas tudo bem desta vez porque você já havia desistido mesmo)
Daí nem as lagrimas fazem sentido mais...
É que as vezes a gente desiste até mesmo de acreditar.



(por ivone fonseca)

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Saudade ou cicatriz?



Sinto-te tão ausente (distante).
Te olho na foto opaco e sem vida, e se te toco sua frieza congela meus dedos.
Já não tenho a mesma vontade de sorrir (não consigo).
Já me desprovi de vaidades e a musica que toca na antiga vitrola tem som nostálgico.
Percebo pouco de mim comparada às velhas lembranças.
E nosso velho baú empoeirado cheira a naftalina.
È tudo tão vazio e tão cinza.
O silêncio da casa quase não me incomoda, estou tão apática que nem o percebo às vezes.
Meus olhos se fecham pequeninos e as recordações me causam náuseas e tristeza sem fim (mas não consigo chorar).
Meu esqueleto sustenta o corpo e o suspiro profundo tenta me calar a dor.
Tento me manter de pé.
Sinto-me tão sozinha.... estou vaga, moribunda, repleta da pior parte que permaneceu em mim.
(por ivone fonseca)

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Qual é a sua espera?

Passei a vida achando que devia ter mais até me dar conta que tinha mais do que realmente precisava.
A casa na montanha, o café na cidadezinha do interior, o piano e a grande biblioteca, nada disto compõe minha verdadeira felicidade.
Aprendi ao longo, que tudo que depende de mim é sonho e o que depende de outros ou circunstancias é ilusão.
Ironicamente encontro hoje minha felicidade em um apartamento de 50mts², onde divido xícaras de café com alguém especial, sem furgão, sem piano e com uma pequena estante de livros seletos.
Ainda espero, mas minhas esperas hoje vão além das coisas materiais ou das relações humanas tem características próprias condiz com meus anseios, é diferente das outras esperas é única porque é minha.
Tento ser concisa e pouco obtusa, mas me perco as vezes, embora saiba que até isto são apenas sintomas de uma nova e constante espera


(por ivone fonseca)


Ps. E você aqui nesta sala de espera, pelo que espera?

sábado, 25 de julho de 2009

Reencontro

Eu cheguei com malas em punho achando que não havia mais nada que se fazer por aqui.
Eu chorei ao encontrar você que mesmo sem saber nada de mim pediu que eu ficasse, que me desse uma nova chance que me permitisse uma nova oportunidade uma
“re” construção da minha alma.
Eu me encontrei em cada palavra proferida e em cada nova explanação eu compreendi coisas simples que há muito eu desejava, mas hesitava em não ver.
Fui invadida por uma sensação nova por um encantamento de paz, refiz meu caminho buscando me achar, achar em que parte da estrada havia me perdido.
Descobri que para tudo existe uma cura e que para ela acontecer depende mais de mim do que dos outros.
Sou feliz agora, sou livre tenho chorado ainda, mas hoje de emoção.
Tenho desafios a vencer, mas estou mais forte e dia-a-dia isto tende a crescer em mim porque a vida para mim esta reiniciando.
Sabe os anjos? Eles existem e você me faz percebê-los.
Os livros? Foi só o início, você me deu um guia e pretendo nunca mais abandoná-lo.
Obrigada também por isto.
Ah! E sobre as malas? Eu as desfiz.


(por ivone fonseca)

domingo, 12 de julho de 2009

Reencontro

Em uma noite fria perdida sobre suas reflexões,
mas uma vez questionou-se;
O que trazia da vida? E o que deixava nela?
O que carregava?
Pensou nos amigos, parentes, relacionamentos,
lugares e historias.
Chorou..
Teve um momento de angustia e da forma mais humilde expressou uma oração.
Encontrou dentro de sua caixa de memórias pessoas e coisas das quais nunca deixará de se lembrar... Sonhos, encantos verdadeiros, coisas interessante...
coisas pra se guardar.
Achou oportuno lembrar-se de antigos e conservados amores e encontrou anjos e divindades distintas e assim entre recordações e esmeros encontrou-se por lá.
(por ivone fonseca)

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Ausência do ser

Outro dia ausente aos olhos flutuei em busca de respostas
por estar aqui.
Eu me senti solitária, mas não sentia dor e só desejei uma xícara de café e um abraço quente, mas tudo me parecia tão distante.
Vaguei solitária por pensamentos e mundo, revi pessoas e revivi situações, fui forte ou livre, não sei bem.
Sei que me encontrei num choro solitário,
em uma oração conjunta e em lembranças perdidas.
Percebi então que fui mais que uma fotografia exposta ou a ultima imagem de um corpo frio, eu fui sorriso, fui musica, fui o desejo de alguém...
Fui mais, muito mais...
Eu fui feliz.

(por ivone fonseca)

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Sem importãncia

Entre a multidão que contempla o soar triste do violino conduzido por um homem de preto que se imagina sozinho tocando para a lua ela esta.
O sereno que toca seu rosto é gélido e transformam seus pensamentos, ela fecha os olhos e por alguns segundos se deixa levar como numa dança solitária num imenso jardim gelado, não há nada que preencha as lacunas de sua alma, não há mais ninguém ali.
Apoiada no tronco do imponente Ypé ela se percebe minúscula, e a musica longe lhe proporciona um suspiro franzino de alegria, mas nem isto lhe conforta.
Ela percebe um olhar firme que lhe penetra a alma e faz indagações sobre suas verdades e valores e sente que neste momento não fazem muito sentido.
Sem perceber se põe a chorar.
Seria a musica? O sabor incomensurável daquela solidão vazia? Seria suas promessas perdidas ou só uma angustia tímida?
Ela confunde a brisa com as lagrimas que rolam de seus olhos e sente uma vontade imensa de se apagar.
Sua alma congela, seu semblante é frio e distante e os braços que circundam suas pernas a fazem retornar ao útero materno.
Sente um conforto que lhe traz calma por alguns segundos, então percebe que o mundo que conhece é muito estreito porem grande o bastante para retomar.
E assim ela segue até o fim da noite, vazia, solitária (como se estivesse nua), com frio e a vontade insistente de se apagar.
(por ivone fonseca)

sexta-feira, 20 de março de 2009

Na minha solidão

As vezes me ausento por alguns segundos para fazer uma releitura de meus atos, percebo que os tons musicais nem sempre se encaixam com a musica do meu momento, sou tão livre hoje
minha alma chega a não sentir o ar.
Noto sua presença se aproximando lentamente..
Sou menina quero sair por ae.. quero viajar.
Caio em anseios vagos e em sonhos perdidos, coisas das quais nunca irei realizar, mas que me causam gozo então para que se desvencilhar?
Sou assim sem endereço, sem identificação, e sabe aqueles medos? nem ligo mais por tê-los aqui tão proximo a mim.
Falaria de coisas complexas mas hoje estou muito em paz e gostaria somente de observar, desculpe-me o mal jeito, ja não sou mais tão educada e nem sei mais como me comportar.
Sorria só mais um instante gosto de lembrar de você assim, e amanha se eu não vir, não fique triste com certeza estou ausente mas muito mais proxima a mim.
(por Ivone Fonseca)

quinta-feira, 19 de março de 2009

E mais nada.

Da minha caixa de vidro observo os condenadores olhares atentos
às minhas reações.
Para cada um, uma máscara diferente e cheia de adereços que fazem iludir aos outros (mas não a mim).
A você que me acha um grande fracasso sinto dizer, se assim você pensa
assim você também me transforma em seu pior erro.
Acho que para isto então só me resta sorrir.
(por ivone fonseca)
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