Mostrando postagens com marcador Pessoas iluminadas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pessoas iluminadas. Mostrar todas as postagens

sábado, 25 de setembro de 2010

Rio de Janeiro, fevereiro e todos os meses mais.

A tanto gostaria de dizer que estive por lá.
A tanto gostaria de relatar tudo que vi
e vivi naquele lugar.
Mais que um estado
é lá que estão alojados grandes amores,
pessoas que preenchem mais que
uma arvore genealógica, preenchem lacunas, respondem perguntas.
Senti o frio que comprimi a espinha aos pés de um grande homem
de braços abertos.
Deixei que a imaginação me levasse e de alguma forma voei [Sobrevoei].
Sem asas, com calma.
E na leveza dos pensamentos, tenho certo... Flutuei.
Estaria eu nas esculturas das areias?
Nas lindas paisagens? [imagens], ou no colo de seres magistrais?
Este Rio que não passa que não leva e nem lava é o Rio dos muitos jardins
e o das figuras amarelas
que como eu se deixa livre levitar,
pairar, apreciar e sem saber de
que forma...
Harmonizar.





(ivone fonseca)

sábado, 11 de setembro de 2010

A sua espera

Ela está a sua espera
Conversamos pela manha e ela disse estar ansiosa,
mas não de uma ansiedade angustiante
 esta ansiosa por você
 pelo novo ciclo de vida que iniciará com sua chegada.
Está ansiosa com o novo.
Conversamos muito falamos de você e das expectativas
e eu disse a ela que você aguarda pelo momento certo e quando estiver pronta
se despedirá de minha semente
dando a ela um largo sorriso e dirá que a espera,
talvez ela deixe escorrer uma lagrima mas compreenderá feliz.
Sabe tudo aqui está pronto pra você
 tem mais que uma família e um quarto lilás têm um ninho de amor tão intenso e musica.
Ela só espera que você aprecie tudo
[ela não sabe, mas você já a aprecia ao longe]
Despedi-me dizendo que tudo dará certo e ela respondeu que sabia que sim.
Sentou-se a beira da janela olhando firme para o jardim florido, não queria nada no máximo uma torta de maça [o dia pede por isto, calma e paz].
E foi assim que ela fez, manteve-se tranqüila e perdida em suas emoções.
Só esperando você chegar

 (por ivone fonseca)

sábado, 10 de julho de 2010

Decifra-me

Eu sei de você.
Conheço teus sonhos e tuas vontades
Te escolhi, antes mesmo de chegar aqui.
Sei do teu olhar refletido em minha face
De teu sorriso implorando que me esclareça a ti
Sei que desejas mais de mim...
Mas sou assim
infinitamente teu.
Sem amarras ou manual.
Sou essência viva
E este brilho? o meu brilho, foi você quem deu.

(por ivone fonseca)

sábado, 19 de junho de 2010

E nada mais.


Quando fui ostra fui dura firme embora frágil por dentro
Quando fui ostra, não conhecia o mundo fora de mim e presa em minha casca administrava o que me era devido.
Não sabia do sol ou do colorido dos outros seres a minha volta
Talvez nem soubesse ao certo de mim.
Quando fui ostra realizei alguns de meus sonhos... Só alguns.
Não morei no castelo de alta escada branca, mas conheci o príncipe e enquanto princesa ostra, produzi minhas próprias perolas.
Se já era feliz? Realmente não sei.
Sei que era ostra.
Perdi e me perdi para então me buscar e assim me achar.
Quando fui ostra todo o mundo achava que minha dura casca me protegia
e sem proteção eu seguia, sozinha.
Um dia abri uma fenda ou fresta
Vi o sol e me olhei no espelho do mar,
erguendo a cabeça vi o céu...
O meu céu.
Chacoalhei as areias e segui firme, livre, suave e intensa.
Sem casca e não como ostra, e sim como perola...
A bela perola [que em essência] sempre fui.



(por ivone fonseca)

domingo, 7 de março de 2010

Outras tantas..

O que pertence a ela realmente?
Este emocional as vezes quase racional?
Estas feridas que nunca se fecham?
Estas mãos que se misturam aos cabelos?
Que toca guitarra ao mesmo que lava louça?
Que nina ao mesmo que chacoalha
[talvez para acordar alguém para o mundo]
Que fala suave e encanta melodias ao mesmo que dita palavrões?
Que toca e quando necessário se toca?
Quem é ela que altera de humor por causa de rosas?
Que sangra obrigatoriamente todos os meses?
Que dá vida e se dá em vida.
Que muda de estações!!!
Quem é ela que sozinha cruza o mundo em busca de outro alguém
e se este lhe recusa,
vira as costas enxuga as lagrimas enche o peito e parte em outras buscas...
Até encontrar, ou só se encontrar.
Ela sou eu, minha mãe aos oitenta e minha vó que ainda em outro plano
teria mais que noventa,
minha filha que hoje só habita minhas fantasias,
a jujuba chocolate de um grande amigo de outro estado,
filhas das filhas de outras tantas meninas que esta por aqui ou em outro país.
A moça que atende o balcão da padaria e a voz firme do terminal.
São elas estranhas criaturas que se intitulam femininas
que mudam suas historias e se cruzam pela vida,
com gestos finos e mentes complexas que se permite a tudo e a tudo se conecta.
Que não se permitem um niilismo convexo...
Melhor vir aqui e fazer [mesmo que pra sofrer]
Do que passar por aqui e não ter motivo...
de ser.

(por ivone fonseca)






sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Rock é o nosso tempo

Separadas pelo tempo, um dia ela ressurge.
Suas cicatrizes (de alma) deixam à mostra a intensidade de sua vida agridoce.
Para mim um encanto.
Para ela, um reencontro (talvez).
Idealizo o cardápio, o sorriso e penso se devo ou não lhe abraçar.
Ela tão verdade.
Eu tão insegura.
Talvez a conversa já não seja mais a mesma, gostaria que tocasse “Lithium” (com Nirvana) e que minha xícara de café estivesse à mão (é estranho... mas me sinto mais segura assim)
Ela não vem só, traz algo além do admirável, trás a maturidade de uma vida bem vivida, trás o mundo por onde percorreu.
E trás a simplicidade e o sorriso aberto que embora os percalços de uma vida ela nunca perdeu...
Penso em sua chegada, sinto-me leve.
Ouço baixinho o som de um baixo e um raio de sol entra pela janela, percebo uma borboleta amarela, sinto cheiro de chuva que se aproxima (longe), sinto o silêncio de sua imagem e a sinto aproximando-se serena.
É a amizade de uma vida ou além dela.
(por ivone fonseca)

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Sofia

Cada olhar seu um encontro com o meu,
Cada novo gesto, um novo sinal de afeto.
Uma conquista que dia a dia reforça nossos laços, nossas energias.
Você minha semente, eu seu jardim.
Cada pétala sua que se desabrocha (em vida)
me faz um ser humano melhor.
E nesta sintonia crescemos juntas,
completas.
Eu mãe você Sofia.
(por ivone fonseca)

domingo, 10 de janeiro de 2010

No canto escuro do meu quarto

Eu em silêncio..
No meu mais profundo e interno silencio (minha casca de nozes posso dizer).
Achando que o mundo nunca saberia
e se alguém perguntasse só sorriria mas não valorizaria.
Então como um quebra nozes você surge, me da boa noite ou bom dia,

brinca e sorri das minhas alegrias e sem que eu pudesse me defender você então diz saber que toda esta euforia é só fantasia.
Não questiona, não instiga ou investiga só diz entender
e que da sua caixa consegue perceber.
E em lagrimas contidas, sinto seu abraço franco
(mesmo que distante)
e de volta a meu silencio intrigante me sinto ainda mais próxima a você.

PS. A um quebra nozes que mora ali no quarto ao lado

(por ivone fonseca)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Onde deveria estar

Observo-te de longe e tento imaginar seus segredos.
Seu olhar distante tão mulher e às vezes tão menina,

tudo em você é tão familiar.
Por vezes me pego imaginando

a que veio
qual seu mistério,
mas passados alguns segundos
sinto não me importar,
gosto de vê-la próxima a nós
de sentir este animo novo buscando um rumo já traçado,
porém desconhecido.
Não sei se são seus sonhos que invocam minhas esperanças já adormecidas

não sei se te adotei ou foi você que adotou a mim.
Sei pouco, muito pouco..

Sei o quanto basta para querer protegê-la e para querer que fique.
Então relaxemos a alma não é mesmo?
Já existe um lugar na mesa com teu nome

e na sua ausência ficamos ansiosos por sua chegada
e quando esta tudo esta completo,
tudo onde deveria estar.


(por ivone fonseca)

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Ei Darling...

Ei Darling, é que um dia as almas se cruzam, cruzam para brincar, se cruzam para sorrir, se cruzam para falar e até mesmo para se queixar.
Cruzam-se na esquina, na feira no bar... Cruzam-se até pra prestar vestibular (e ali se reconhecem).
Se cruzam porque foi predestinado que assim seria....
Algumas almas precisam de companhia de outras tão parecidas que se fossem gêmeas se confundiriam... Almas que compartilham dos mesmos sentimentos e se explicam no olhar.
Simbiose? Química? Não, acho que vai além de um jardim de flores ou uma forma de optar, são laços construídos muito antes delas chegarem por aqui.
Almas que marcaram encontros em salas de esperas de outras vidas, que se deixaram na estação de partida sabendo que haveria um reencontro.
Ei Darling, é que um dia as almas se cruzam...



(por ivone fonseca)

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Celebração


Preparei o jantar para ser servido na hora em que constava em sua certidão de nascimento.
Coloquei a mesa e um vaso de flores no centro.
O cardápio foi mais difícil (já que gostava de tantas coisas), mas optei por algo que combinasse com vinho. Fiz uma seleção de musicas para que tocasse durante todo o tempo (cuidei para que não faltasse nada).
Me produzi e coloquei o vestido que me deu no natal.
Foi um jantar silencioso, porém curto, mais curto do que imaginava que seria.
Cumpri o ritual a risca, me atentei aos detalhes que compunham seu gosto, fui fiel até os últimos instantes do dia e me deitei solitária.
Não era sua ausência era eu e minha excêntrica vontade de não perder o controle.



(por ivone fonseca)


PS. Texto produzido em comemoração ao aniversario de alguém que partiu e deixou marcas siginificativas nos corações das pessoas que cruzaram com ele na sala de espera.

sábado, 24 de outubro de 2009

Vôo baixo

E se eu voasse?
Alcançaria eu o mais alto cume de uma montanha?
Sentiria o perfume das flores mais disputadas?
Romperia gigante (ou minúscula sei lá), grandes ventos ou fortes ventanias?
Seria eu então um pouco maior?
Se eu voasse, tentaria buscar seus sonhos e sopraria meus anseios ao pé de seu ouvido.
Sobrevoaria os devaneios de meus filhos
(quem sabe assim eu os compreenderia melhor?).
E se eu voasse? Iria ou ficaria?
Se eu voasse te levaria comigo (longe, muito longe...)
Se eu voasse te mostraria meus mundos imaginário e me faria compreender então.
Mas se eu voasse onde eu estaria agora?
Se eu voasse talvez não me sentisse tão só (e me conheceria mais).
Ah!! Se eu voasse.
Eu conheceria o mundo além do meu jardim, chegaria em silêncio para me fazer vista assim como o orvalho
Se eu voasse estaria lá e acolá, mas sempre retornaria (porque este é meu mundo)
Você então não teria medo.
E se eu voasse?E se você me permitisse voar?
(por ivone fonseca)

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

As flores que prometeu pra mim.

Eu busco flores...
Flores coloridas dos mais variados formatos.
Busco flores impares que se tornem o jardim de alguém especial.
Flores que busquem ou encontrem olhares.
Busco flores que não sejam eternas só presentes por alguns instantes,

que se façam vistas sem implorar atenção.
Eu busco flores que preencham mais que um vaso solitário,
que sejam flores com significados.
Que sejam vivas.
Eu busco as flores que você prometeu pra mim.
(por ivone fonseca)

sábado, 26 de setembro de 2009

A formatura

Foi silenciosa sua chegada, quase não a vi se aproximar sentou-se entre todos e durante um tempo me doeu sua ausência, mas foi ao correr da luz que a percebi, simples, linda modesta e encantada. Com ar incompreensível, mas olhar vidrado. Tive a sensação de estar segurando suas mãos e por alguns segundos imaginei o que aquele velho e já cansado coração sentia ao me ver naquele que com certeza era o momento mais majestoso de sua vida humilde. As lembranças com certeza estavam sentadas ao lado lhe fazendo companhia a cada frase pronunciada por mim...
“Ela era tão feinha, um bebe enorme de olhos grandes e boca avantajada, levá-la pra casa era uma riqueza mesmo onde já abrigava outros cinco, mas ela.. ah! Ela era a última, a que teimou em vir quando já não era mais tempo, nossa eu nem tinha mais idade... e seu ar sempre melancólico, amadureceu muito rápido, sempre querendo ganhar o mundo.. nossa quantas vezes ela caiu e ainda assim insistiu em se por de pé e continuar. Agora aqui mais uma vez nossos sonhos misturados se realizando...”
Eu pude perceber um lagrima em seus olhos e não me contive ao compartilhá-la, alias compartilhar daquela lágrima talvez fosse a única maneira de retribuir o que fizera por mim.
Cada palavra de minha oratória saia cada vez mais abafada e quando tive que agradecer o fiz com orgulho e dedicação tal qual haviam me recomendado, mas ao chegar o momento dela, foi diferente, mudei o tom da voz, o semblante.. Quis por um segundo trocar as palavras por um abraço que com certeza falaria muito mais por mim, mas continuei.. “nada no mundo pode ter sido mais importante que ti, tudo que conquistei até hoje foi obra sua, então toma em tuas mãos a única coisa da qual hoje posso lhe ofertar..” e ainda com as mãos no peito conclui;
“ninguém te ama como eu.”


Ps. Para alguém que merecia tudo (mas que deixei de dar).

(por ivone fonseca)

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Para "ana"

Acorde só hoje com uma nova proposta,
Mude a rota tente um novo caminho
(ou um velho que lhe cause alegrias),
seja gentil ou afável quando isto lhe trouxer certo prazer,
sobretudo seja franca consigo mesmo.
Se perdoe (para que os outros possam lhe perdoar), fale alto, cante uma musica, aquela....
Fale baixinho para alguém muito especial lhe ouvir ao pé do ouvido,
seja simples,
tome um café,
conte uma piada,
calce um tênis (ou botas cor de rosa), faça as malas.

Deite na grama e não pense em nada.
Só se deixe levar.

Carregue seu urso de pelucia.
Seja o anjo de alguém ou seja seu proprio anjo (de paz).
A vida é tão vaga...
(dica de todos) afugente os fantasmas, mande-os pra casa.
Use branco, esboce um sorriso franco
e sem saber pra onde saia para caminhar.







(por ivone fonseca)

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Chá da tarde

Seria à tarde? o café? a torta de limão?
ou o papo que transcorria da infância ao gosto seletivo pelos livros até a opção religiosa? ou seria somente a boa companhia de duas pessoas que se conheceram na distância das idades se reencontraram no mundo das prosas e poesias e ali se identificaram com o que sempre existiu, porém desconheciam.
(por ivone fonseca)

sábado, 18 de julho de 2009

Senta que lá vem a historia..

Hoje realizando uma viajem por este meu mundo paralelo e dando de encontro com tanto carinho dispensados nos comentários a meus post´s, fui invadida por uma vontade súbita de homenagear este grupo de pessoas tão ilustres que se reúnem em frente a uma tela para deixar nela expressa seus mais variados sentimentos. Sentimentos atônitos e diversificados que surgem de todas as partes e se unem a um mesmo propósito utilizando de uma mesma linguagem.
Mas me
Diz ai? Seriam eles ricos da mais profunda poesia? Do mais intenso jeito inerente de pensar? O fato é que seja da forma que for utilizam da linguagem Zeroglota, esta linguagem aplicada aos profetas da imaginação, que esbanjam sentimentos e emoções divagando; é só isto o que sinto.
Em inúmeras faces cruzadas, se encontram na teia das palavras, no sopro acústico e valvulado projetados em textos, post´s e poesias. Estão unidos e descritos nos diários das Ana´s, Lú´s e Melinas, redefinidos no império dos sonhos trazendo na alma memórias de seus amigos imaginários.
Seja numa cela ou num canto escuro de seus quartos estão sempre acesos e interligados uns aos outros unidos por letras, palavras e frases inteiras que se juntam para transpor na tela coisas que só o coração ousa traduzir seja com dez ou cem emoções, são suas essências dispersas que fala, que grita; esta é a forma como me sinto!!!
Não é um simplesmente eu, o Lucimar, o Fernando ou o Samuka, é um gigabyte de emoções fortalecidas que transfiguram seus mundos através de historias metafóricas e que dia-a-dia se encontram como numa engrenagem sugestiva e dinâmica para depois se abrir em um novo conto ou um (re)encontro alimentando assim suas almas encharcadas de sonhos e delírios muito pertinentes ao que são e aos muitos que ainda virão.
E para fechar carregam na mente uma única certeza, que são como o ventus e que também irão passar.


(por ivone fonseca)

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Anjo da alma

Entre todas as criaturas deste mundo ela se destaca pela simplicidade no caminhar, não se importa com nada que venha do lado externo das pessoas, não se vê em revistas e não se procura em lugares exuberantes.
Faz-se presente por sua alegria e compreensão, e se preciso se apagar ela não se importa e não chora sua dor recostada ao muro das lamentações, ela transforma seus meios e de frágil menina se abre em uma linda mulher de olhar esverdeado, sorriso largo e sabedoria que só os grandes têm.
Erra e tem falhas, se perde, chora e se reconstrói num piscar de olhos por acreditar que exista algo além das montanhas que não pode esperar até o próximo por do sol.
Fala baixinho quase que sussurrado enquanto brinca com os dedos para pedir coisinhas bobas e na seqüência abre farta gargalhada e ironiza os fatos.
Leva a vida da forma que a vida se leva, cria seus sonhos de baixo das asas e só consegue ter orgulho da beleza de sua cria e seus pensamentos soltos.
E frente ao mar todos os dias ela agradece a alguém ou alguma coisa pela perfeição das coisas simples que é tudo que tem.


(por ivone fonseca)

terça-feira, 24 de março de 2009

Flores e ilusões



Em uma fantastica estória ilusiva ela se despede dos seus para viver sua propria estória, cantar seus versos em outros jardins.
Agora tem vida própria e sua própria morada, deixa de ser filha para ser mãe e a cada por do sol renova suas forças nos braços de alguém que lhe ofereça segurança para o momento.
Ela tem alma livre e é leve, solta e na maioria do tempo "doce solidão". E para o vazio destes, preenche espaços, canta e encanta quem passear por ali.
Cultiva hortaliças e observa o mar (mesmo que de pedras).
Fuma um cigarro, divaga em mentes ocultas e sem se proteger se entrega.
Seu sonho? um piano de cordas, uma conversa solta, madrugadas longas e muitos perfis.
- Um bebida forte aqui por favor.
Ela sobrecanta a música que vem da velha vitrola e perde os dedos nos cachos dos cabelos mexidos pelo vento, è só mais um dia a se perder e mais sorrisos soltos que deixa pelo ar.
E de sobremesa hoje mais uma vez deve pedir; café com leite coalhada fresca e um bom pedaço de bolo de fubá.


(por ivone fonseca)

sexta-feira, 20 de março de 2009

Related Posts with Thumbnails